{"id":519,"date":"2012-09-29T08:46:20","date_gmt":"2012-09-29T12:46:20","guid":{"rendered":"http:\/\/ppgecpan.draconis.ufms.br\/?p=519"},"modified":"2020-07-31T15:49:37","modified_gmt":"2020-07-31T19:49:37","slug":"ana-carolina-pontes-costa-trajetorias-sociais-de-jovens-que-vivenciaram-o-processo-de-desligamento-por-maioridade-em-abrigos-institucionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ppgecpan.ufms.br\/es\/ana-carolina-pontes-costa-trajetorias-sociais-de-jovens-que-vivenciaram-o-processo-de-desligamento-por-maioridade-em-abrigos-institucionais\/","title":{"rendered":"ANA CAROLINA PONTES COSTA &#8211; TRAJET\u00d3RIAS SOCIAIS DE JOVENS QUE VIVENCIARAM O PROCESSO  DE DESLIGAMENTO POR MAIORIDADE EM ABRIGOS INSTITUCIONAIS"},"content":{"rendered":"RESUMO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com a promulga\u00e7\u00e3o do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente em 1990 as institui\u00e7\u00f5es de abrigamento de crian\u00e7as e adolescentes tiveram que se reorganizar para um atendimento mais humanizado, garantindo e oferecendo um ambiente de respeito e dignidade, bem como promovendo condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para uma vida aut\u00f4noma posteriormente ao processo de institucionaliza\u00e7\u00e3o. No que se refere ao desligamento institucional, historicamente as legisla\u00e7\u00f5es determinaram que o adolescente ao completar a maioridade civil deveria ser desinstitucionalizado e apto a viver sem o respaldo do Estado. As hist\u00f3rias de vida destes adolescentes, muitas vezes, permanecem silenciadas, guardadas em seus prontu\u00e1rios e em suas mem\u00f3rias. Afinal, o que acontece com estes jovens? Como estas pessoas s\u00e3o reinseridas no conv\u00edvio social, levando-se em conta o contexto familiar, social e econ\u00f4mico que antecedeu o processo de abrigamento? E aquelas que passaram v\u00e1rios anos institucionalizadas, o que fazem de suas vidas quando saem dos abrigos? Nesta dire\u00e7\u00e3o, esta pesquisa teve como objetivo analisar a trajet\u00f3ria social de jovens que viveram em abrigos institucionais, sendo posteriormente desligados por maioridade, tendo como \u00eanfase as condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e culturais, vivenciadas por eles. A abordagem te\u00f3rico-metodol\u00f3gica assumida nesta obra \u00e9 composta por Pierre Bourdieu, Erving Goffman e Donald Woods Winnicott, buscando a contribui\u00e7\u00e3o de cada autor na compreens\u00e3o do universo pesquisado. Assim, na apreens\u00e3o das hist\u00f3rias de vida dos sujeitos desta pesquisa foi utilizado como procedimento metodol\u00f3gico a entrevista semiestruturada, que permitiu dar voz as suas hist\u00f3rias atrav\u00e9s dos relatos orais. Os resultados indicaram que os jovens experimentaram lacunas e fragilidades nos percursos pessoais, vivenciando as mais duras formas de injusti\u00e7a social. O processo que envolve o desligamento foi vivido por eles com muita ambiguidade, pois por um lado, significou o exerc\u00edcio da capacidade de escolha com mais liberdade e por outro lado, o desligamento, gerou novas angustias frente a perspectiva de uma vida fora da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Palavras-chave: Acolhimento Institucional. Desabrigamento. Vulnerabilidade Social.<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/ppgecpan.draconis.ufms.br\/wp-content\/blogs.dir\/14\/files\/2013\/08\/ANACAROLINAPONTESCOSTA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">DOWNLOAD<\/a><\/li>\n<\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RESUMO Com a promulga\u00e7\u00e3o do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente em 1990 as institui\u00e7\u00f5es de abrigamento de crian\u00e7as e adolescentes tiveram que se reorganizar para um atendimento mais humanizado, garantindo e oferecendo um ambiente de respeito e dignidade, bem como promovendo condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para uma vida aut\u00f4noma posteriormente ao processo de institucionaliza\u00e7\u00e3o. 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